Drª Maria Emilia Gadelha Serra

Formada pela Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ) em 1988, residência médica em Otorrinolaringologia pela Universidade de São Paulo – campus Ribeirão Preto, pós-graduação (Mestrado) em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço pela Escola Paulista de Medicina (atual UNIFESP). Bolsista do MONBUSHO (Ministério da Educação, Ciência e Cultura do Governo Japonês) na área de laringe e voz.

Foi Diretora-Presidente e fundadora da organização não-governamental Instituto Recicle Milhões de Vidas, dedicada a promover educação ambiental e gerar recursos financeiros para outras instituições que atendem crianças carentes a partir da implantação de programas de coleta seletiva de lixo.

Formação complementar:cursos nas áreas: Homeopatia, Psicossomática, Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura, Homotoxicologia, Ozonioterapia, Lisadoterapia, Oligoterapia Catalítica, Auriculoacupuntura, Bioressonância, Estratégia Biomolecular, Iridologia, Microscopia (HLB e campo escuro), Radiestesia, Eneagrama, Resíduos Sólidos (lixo) e Preservação do Meio Ambiente

Mensagem:

GOSTO DE GENTE
Hoje é dia 21.02.98, sexta-feira. Acabei de completar 33 anos. Quando criança fantasiava que ao me tornar adulta automaticamente amadureceria. Hoje, sei que esse é um processo contínuo. Mudei bastante desde que me tornei médica, há 10 anos. As situações da vida nos fazem adquirir experiências. O olhar em relação ao outro, o paciente, aprofundou-se e se tornou mais sensível e compassivo. Aprendi a promover sinergia com a natureza humana e a amar a diversidade de opiniões, gostos, sentimentos e valores. Em geral, o médico, ao concluir o curso de graduação, valoriza a técnica, o aspecto puramente científico e desempenha sua atividade de forma cartesiana, reduzindo o corpo humano a uma máquina que pode ser “consertada”. Acredito que esta postura é a forma mais simples de dominar sua ansiedade frente ao outro (o paciente e sua doença) e ao novo (a incerteza da evolução). À medida que se acalma e se torna confiante na sua capacidade de diagnosticar quadros complexos e de controlar ou curar dores e doenças, liberta-se progressivamente, permite-se ampliar sua visão e passa a valorizar a pessoa que adoeceu, um ser humano angustiado e inseguro diante do desconhecido. Hoje, sinto que o caminho correto é esse. Buscar os conhecimentos necessários para entender o paciente (e a me entender) e sua doença (e a minha) no seu contexto bio-psico-social-espiritual. Interessa-me o todo e não mais somente as engrenagens da maravilhosa máquina corpórea. Interessa-me o Homem integrado no seu meio ambiente. Interessa-me a relação desse Homem com Deus, fundamental. Interessa-me evoluir e fazer as transformações necessárias para que possa ajudar o outro e, de alguma forma, aliviar seu sofrimento. Gosto de gente viva. Gosto de gente feliz. Gosto de gente.

Maria Emilia Gadelha Serra, médica
(Texto do livro "Nosso Diário“, da artista plástica Susana Prinzedt)